O Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo vem nos convidar a refletir sobre uma prática criminosa que inviabiliza a plenitude da democracia brasileira e a dignidade de todos, sem diferença. A data serve, também, para nos lembrar que é missão de todos trabalhar para construir uma sociedade mais igualitária, respeitosa e plural.
De acordo com dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública do Ceará (Supesp), em apenas seis meses de 2025 o Ceará registrou 182 ocorrências de crimes ou atos de preconceito de raça ou cor. O número indica um aumento de mais de 13% em relação ao mesmo período de 2024 (janeiro a junho), quando se registrou 161 denúncias.
A discriminação racial produz impactos significativos ao bem-estar e à saúde mental de pessoas pretas, além de retroalimentar as desigualdades sociais e conservar barreiras no acesso a oportunidades e à efetivação de direitos. Para a ADPEC, a luta pela dignidade da população negra no Ceará e no Brasil é um esforço contínuo.
“O enfrentamento ao racismo também é uma missão da Defensoria Pública, uma vez que a população negra segue sendo a mais atingida pela desigualdade, pela violência e pela exclusão de direitos no nosso país”, afirma a presidenta da Associação, Kelviane Barros. “Neste contexto, a atuação defensorial passa, obviamente, pela garantia de acesso à Justiça, pelo combate à discriminação racial e pela defesa de políticas públicas que olhem para a parcela da população que é alvo de preconceito”.