Hoje é o Dia Nacional da Visibilidade Trans e a Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Estado do Ceará (ADPEC) não poderia deixar de reafirmar seu compromisso com a defesa dos direitos humanos e o enfrentamento de todas as formas de discriminação. A data convida a sociedade a refletir sobre a realidade vivida por pessoas transexuais e travestis no Brasil, marcada por exclusão social, violências e negação de direitos fundamentais.
Apesar de avanços legais e institucionais, a transfobia segue presente no cotidiano cearense e brasileiro, manifestando-se em agressões físicas, discursos de ódio, dificuldades de acesso à saúde, educação, trabalho e justiça. Nosso país continua ocupando o primeiro lugar no ranking de países que mais matam pessoas transexuais e travestis no mundo, com 80 assassinatos registrados em 2025, segundo dossiê feito pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e divulgado no último dia 26.
Para a presidenta da ADPEC, Kelviane Barros, a Defensoria Pública desempenha papel fundamental na proteção dessa população. “Nós, defensoras e defensores, estamos à disposição para garantir o acesso à justiça e a efetivação de direitos das pessoas trans no Ceará, pois nosso trabalho é combater a discriminação, acolher demandas e assegurar que nenhuma forma de violência ou exclusão seja naturalizada”, afirma.
Combater a transfobia exige ações contínuas do poder público, das instituições de justiça e da sociedade civil. Isso implica reconhecer a dignidade das identidades trans, assegurar políticas públicas inclusivas e promover uma cultura de respeito às diferenças. A defesa da diversidade não é apenas uma pauta identitária, mas um imperativo constitucional e democrático.
Neste Dia Nacional da Visibilidade Trans, a ADPEC lembra a todos que a luta contra o preconceito deve ser permanente e coletiva. Promover a visibilidade, o respeito e a igualdade de direitos é condição indispensável para a construção de uma sociedade mais justa, plural e democrática.