Neste dia 23 de abril, quando se celebra mundialmente o Dia do Livro, a Associação das Defensoras e dos Defensores Públicos do Estado do Ceará destaca a leitura como um dos caminhos mais potentes para a construção da cidadania. Ler é mais do que adquirir conhecimento, é um ato de liberdade, imaginação e pertencimento. É por meio dos livros que ampliamos horizontes, compreendemos melhor a sociedade e fortalecemos nossa capacidade crítica.
A leitura, além de prazer, é também um direito. A Constituição Federal de 1988 assegura, em seu artigo 215, que o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura nacional. Nesse contexto, o livro ocupa papel central como instrumento de democratização do conhecimento, sendo essencial que políticas públicas assegurem seu acesso, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.
A Defensoria Pública, como instituição comprometida com a promoção dos direitos humanos, reconhece que o acesso à leitura está diretamente ligado à efetivação de outros direitos fundamentais. Incentivar a formação de leitores é também promover inclusão, autonomia e participação social. Por isso, iniciativas que ampliem bibliotecas, projetos de leitura e circulação de livros devem ser valorizadas e fortalecidas.
Celebrar o Dia Mundial do Livro é reafirmar que a leitura precisa estar ao alcance de todas as pessoas, em todos os territórios. É reconhecer que o direito à cultura passa, necessariamente, pelo direito de ler, interpretar e se expressar.
Para a presidenta da ADPEC, Kelviane Barros, a data convida à reflexão e ao compromisso coletivo. “A leitura transforma realidades e abre caminhos para que cada cidadão conheça seus direitos e ocupe seu lugar na sociedade. Garantir o acesso ao livro é também garantir dignidade e oportunidades para todos”, destaca.