Valorizando a força feminina e suas realizações neste mês de março (do Dia Internacional da Mulher), a Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Estado do Ceará (ADPEC) realizou ontem (15), no restaurante Mézzi, em Fortaleza, a cerimônia de entrega do 4º Prêmio Mulheres Extraordinárias. A festividade, também criada para fortalecer vínculos entre as associadas, reuniu defensoras públicas para celebrar trajetórias marcadas pelo compromisso social, pela atuação profissional e pela contribuição à construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Nesta edição, seis mulheres foram homenageadas nas categorias típicas do Prêmio. A diretora-executiva do Instituto da Primeira Infância Joana Clemente venceu na categoria Trabalho Social; a secretária dos Direitos Humanos do Ceará, Socorro França, foi reconhecida em Mulheres na Política; e a médica onco-hematologista Paola Tôrres recebeu o prêmio na categoria Superação. Entre as premiadas que são defensoras públicas, Lara Teles foi a eleita em Trabalho Científico; Ana Carolina Gondim venceu em Destaque Nacional; e Francilene Gomes foi homenageada na categoria Fazendo História.
A presidenta da ADPEC, Kelviane Barros, destacou o significado da premiação como um momento de reconhecimento e inspiração para todas as participantes. “Esta é mais uma oportunidade que temos de reconhecer e valorizar as trajetórias inspiradoras de mulheres que, com coragem, compromisso e excelência, têm transformado a Defensoria Pública e a nossa sociedade como um todo”, afirmou.
Realizado desde 2023, o Prêmio Mulheres Extraordinárias integra as ações da associação voltadas à valorização da presença feminina e ao reconhecimento de lideranças que se destacam em áreas como justiça, ciência, política e impacto social. Ao longo das quatro edições, a iniciativa tem consolidado um espaço de homenagem e visibilidade para mulheres que deixam marcas significativas em seus campos de atuação, fortalecendo pautas ligadas à cidadania, à justiça social e à equidade de gênero.
Confira trechos marcantes dos discursos das vencedoras:
“Nenhuma mulher se torna extraordinária sozinha. Nós somos feitas de muitas histórias, das muitas mãos que nos levantaram, de muitas mulheres que vieram antes de nós, abrindo o caminho, onde antes só havia silêncio.”
Joana Clemente, diretora-executiva do IPREDE e premiada na categoria Trabalho Social
“Há aqui várias companheiras com quem estive junto na linha de frente, e quero dizer para vocês que essas mulheres lutaram muito pela Defensoria Pública. Essas mulheres foram realmente destemidas, elas acreditaram. Não foi fácil. Mas hoje nós temos uma Defensoria humanizada.”
Socorro França, secretária de Direitos Humanos do Estado do Ceará e premiada na categoria Mulheres na Política
“(…) Sou médica que escuta o sofrer do destino, aprendo no humano a ciência profunda, pois toda esperança que nasce fecunda ensina outro rumo ao saber nordestino. Também faço verso no canto divino porque o cordel é linguagem do chão que leva o saber para a população unindo cultura, cuidado e memória (…)”.
Paola Tôrres, médica onco-hematologista, cordelista e premiada na categoria Superação
“Quero agradecer à ADPEC por reconhecer o trabalho de tantas mulheres. Quando a gente aplaude uma mulher extraordinária, a gente está aplaudindo todo um trabalho extraordinário que existe. A retaguarda é enorme.”
Lara Teles, defensora pública, pesquisadora e premiada na categoria Trabalho Científico
“O mais importante é a gente se dedicar ao que a gente faz. Precisamos sempre pensar que estamos tratando de vidas que vão ser impactadas pelo nosso trabalho.”
Ana Carolina Gondim, defensora pública premiada na categoria Destaque Nacional
“A gente sabe o quanto é difícil estarmos na luta e sermos mães, passarmos por divórcio… Então, lembrando o que Guimarães Rosa disse, a vida quer da gente coragem e luta.”
Francilene Gomes, defensora pública premiada na categoria Fazendo História