A promoção da Não-Violência e da Cultura de Paz é um desafio permanente para a sociedade brasileira, especialmente porque convivemos com desigualdades sociais, racismo estrutural, violências de gênero e múltiplas formas de exclusão que atingem parcelas significativas da população. Construir uma cultura baseada no diálogo, no respeito e na justiça social exige o fortalecimento de valores democráticos e a implementação de ações contínuas que enfrentem as causas estruturais da violência.
Nesse sentido, políticas públicas voltadas para a educação em direitos humanos, a mediação de conflitos, a ampliação do acesso à educação de qualidade, a proteção integral de crianças e adolescentes, o fortalecimento das políticas de assistência social e saúde mental, bem como programas de prevenção à violência e de inclusão social em territórios vulnerabilizados, são caminhos concretos para a consolidação de uma sociedade mais justa e pacífica.
As Defensorias Públicas desempenham um papel de suma importância nesse processo ao garantirem o acesso à justiça, promoverem a resolução pacífica de conflitos e atuarem na defesa dos direitos humanos, especialmente das populações em situação de vulnerabilidade. “Por meio da orientação jurídica, da atuação extrajudicial, da mediação e da incidência institucional, as Defensorias contribuem para a prevenção de conflitos e para o fortalecimento da confiança nas instituições públicas”, completa a presidenta da ADPEC, Kelviane Barros.
Para a Associação, construir a Cultura de Paz é uma responsabilidade coletiva. “A não-violência não é apenas um ideal, mas uma prática cotidiana que precisa ser incentivada por políticas públicas, pela atuação das instituições e pelo engajamento da sociedade. Nós, defensoras e defensores, somos estratégicos nesse caminho, por meio do diálogo, da defesa de direitos e contribuindo para reduzir as desigualdades”, afirma.